A qualidade das casas no Brasil vem melhorando ou piorando?

Saiba como vem evoluindo a qualidade das casas dos brasileiros e a influência disso sobre você e a economia do país

a qualidade das casas no brasil vem melhorando ou piorando

A qualidade de vida de qualquer indivíduo passa, necessariamente, pela condição de sua casa em relação às necessidades mais básicas: se tem ou não água encanada, rede de esgoto, luz elétrica etc. Você já se perguntou quantas pessoas no Brasil não tem acesso a esses direitos básicos do cidadão? E mais: como isso influencia você e seus negócios? Muitas pessoas não sabem, mas a qualidade dos domicílios dos brasileiros afeta diretamente a economia. Veja como isso acontece e saiba se a qualidade das residências brasileiras vem melhorando ou piorando na última década.

Segundo este Estudo do Ministério das Cidades, uma casa urbana pode ser considerada adequada se tiver: rede de água canalizada em pelo menos um cômodo, luz elétrica, acesso à rede geral de esgoto, lixo coletado por serviço de limpeza, se tiver no máximo 2 moradores por cômodo e se não estiver localizada em “aglomerados subnormais”  (por exemplo favelas e assentamentos). Qual o seu palpite? A maioria dos brasileiros vive em casa adequadas ou inadequadas?

“Era uma casa muito engraçada,
não tinha teto, não tinha nada”…

Em 1991 apenas 22,74% dos domicílios brasileiros estavam em condições totalmente adequadas, ou seja, 77,26% dos domicílios eram considerados inadequados ou apenas parcialmente adequados (não tinham, por exemplo, acesso à rede de esgoto). Em 2000 melhorou: 33% dos domicílios eram considerados adequados, ou seja, os domicílios inadequados caíram para 67%.

Apesar dessa melhora que, vale dizer, vem se ampliando na última década, os números absolutos continuam abismais: Em 2000, esses 67% de residências inadequadas eram, em número absoluto, 30.491.157 de casas! Se em cada uma dessas casas vivem em média 4 pessoas (e é provável que o número seja maior…), são 121.964.628 de pessoas vivendo em condições inadequadas. Cansa até para escrever: Cento e vinte um milhões, novecentos e sessenta e quatro mil, seiscentos e vinte e oito pessoas tendo algum direito básico desrespeitado.

E eu com isso?
Influências nos seus negócios, nos gastos públicos e na economia

O direito à habitação é uma pauta social, mas que tem consequências diretas e indiretas na economia brasileira, principalmente por afetar os gastos públicos. Gastos que poderiam ser direcionados a investimentos sociais de efeito extremamente positivos no sentido da inclusão e ascensão social, tem que se direcionar à remediação das consequências de milhões de pessoas vivendo em domicílios precários. Vejamos um exemplo.

Gasto profilático e inclusivo VERSUS Gasto para remediação e exclusão
Falta de saneamento básico tem relação direta com maior incidência de doenças e pobreza

Um exemplo muito claro é a falta de acesso à saneamento básico. Estudos comprovam que existe uma relação direta entre a falta de esgoto e água encanados e tratados e a maior incidência de doenças como diarreia e leptospirose. Entre as crianças menores de 5 anos esses casos de diarreia são um dos principais motivos de morte na infância.

Os gastos públicos para tratar essas doenças são enormes, e como são mera remediação, não atacando a causa das doenças (a falta de saneamento), alimenta um ciclo vicioso, no qual a doença se torna “normal”. Especialistas afirmam que o investimento em ações profiláticas (ou seja, preventivas) tal qual a ampliação das redes de esgoto e do fornecimento de água encanada, não só sairiam muito mais barato como romperia esse ciclo vicioso de doença.

Com os recursos economizados por conta desse investimento em saneamento básico, poderia se investir mais em outros setores, inclusive da própria saúde. E se pensarmos que inclusão social não é apenas acesso à maior nível de renda, mas também à melhor qualidade de vida, os gastos públicos com saneamento colaborariam para a inclusão social!

Essa inclusão tem efeitos positivos diretos para a vida dos indivíduos e indiretos para o desenvolvimento econômico do país. Afinal, pense comigo: se o cidadão não precisa mais gastar 60% de sua renda com tratamentos médicos, ele poderá gastar com outras coisas e ajudar a movimentar setores produtivos da economia.

Há uma relação clara entre falta de saneamento básico e pobreza. Ao se combater o primeiro, não se estará resolvendo de todo a pobreza, mas certamente estará tirando um entre tantos empecilhos do caminho para sua superação. O mesmo vale para os demais requisitos de uma residência adequada: luz elétrica, coleta de lixo, comodidade e estrutura urbana adequada.

Influência na vida cotidiana e nos negócios
O exemplo do mercado de seguros

Não é só no nível macroeconômico que ter domicílios adequados tem efeitos positivos. No universo dos pequenos negócios e de setores específicos da economia, os efeitos também são extremamente positivos. Veja o setor de seguros, por exemplo, no qual a Muquirana Seguros atua.

São 30.491.157 de casas inadequadas, de populações de baixa renda, que nas condições atuais estão à margem do mercado segurador. Tanto devido à baixa renda quanto devido à precariedade de suas residências, a última coisa em que essas pessoas pensarão é em proteger seus bens com a contratação de um seguro residencial, por exemplo. E mesmo que quisessem, as condições de alto risco em que geralmente vivem não permitiria.

O mercado segurador (tanto seguradoras como corretoras) tem amplo interesse na inclusão dessas famílias, primeiro pelo aumento da qualidade de vida e segundo por seus efeitos positivos para o próprio mercado segurador. A atenção a pautas sociais é essencial tanto por uma questão de responsabilidade cívica quanto pelo compromisso com o desenvolvimento econômico brasileiro.

Conheça também a importância social do seguro para pessoas.

Pense no negócio com que você trabalha. Se os brasileiros vivessem em melhores condições, você seria afetado indiretamente? É muito, mas muito provável que sim.

A habitação é uma pauta social e econômica. O desenvolvimento socioeconômico brasileiro não virá apenas com investimentos na indústria e em tecnologia: também é preciso investir nas pessoas.

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Sobre Jessica

Formada em Ciências Econômicas (UNICAMP), com MBA Executivo em Trends Innovation (Inova Business School). Atualmente faz especialização universitária em Law & Economics (UNICAMP), sendo também associada à Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE). É fundadora da Muquirana Seguros Online, projeto inovador focado no atendimento humanizado por meio da internet. Atua como diretora comercial na DM4 Corretora de Seguros e pesquisadora independente na temática de insurance market.
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