Seguro garantia para construção é caro?

Saiba se o seguro garantia executante construtor é caro ou barato!

Antes desta leitura recomendamos a leitura deste outro post: “Seguro garantia para contrato de construção: como funciona?”. Assim você compreenderá melhor do que se trata este seguro, seu funcionamento e processo de contratação.

O preço não é a única vantagem do seguro garantia frente às opções de fiança bancária (“carta fiança”) e o caução. Para conhecer os demais benefícios, lei este post: “10 vantagens do seguro garantia versus fiança bancária”. A

Agora que você já entende melhor do que se trata e vantagens deste seguro, vamos ao assunto de hoje: preço!

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Caro ou barato?

Para sabermos se o seguro garantia é caro ou barato é preciso ter como parâmetro os preços das opções de garantia contratual disponíveis no mercado. Neste caso, as mais usuais são o caução, a fiança bancária e o próprio seguro garantia.

Seguro garantia versus fiança bancária: A taxa do seguro garantia pode variar conforme o enquadramento de risco, por exemplo, se será apenas garantia executante ou também garantia trabalhista. Mas no geral fica entre 1% a 2% do valor do limite de cobertura. Já a carta fiança oferecida pelos bancos podem ficar entre 3% a 7% do valor da carta – muito mais caro!

Exemplo 1: Apenas como simulação, imagine que um contrato de construção exige garantia de execução de 10% da obra de 1.000.000 de reais, ou seja, garantia de 100.000 reais.

Negociando com a seguradora, a construtora consegue uma taxa de 1,5%. Multiplicando 1,5% por 100.000 reais, chegamos no prêmio líquido (preço sem impostos) de 1.500 reais. Com o impostos obrigatório de IOF de 7,38% ficará um preço final de 1.610,70 reais no ano.

Negociando com o banco o mesmo cliente consegue uma taxa de 3%. Multiplicando 3% por 100.000 reais, chegamos no preço de 3.000 reais. Por se tratar de garantia e não operação de crédito, não há IOF.

Neste exemplo, a empresa economizará 3.000 – 1.610,70 = 1.389.30 no ano se fizer o seguro ao invés da carta. Isso sem contar as demais vantagens que pontuamos no post indicado anteriormente.

Seguro garantia versus caução: Além da carta fiança, existe a opção do caução. A construtora ou empreiteira contratada deixa um valor parado como caução. Para este caso é preciso considerar dois pontos: 1) a empresa precisa ter um belo fôlego financeiro para, além do caixa necessário para realização da obra, ter um valor adicional que possa deixar parado até o fim do contrato e 2) o custo de oportunidade desse dinheiro. Explicaremos o que é isso logo abaixo.

Custo de oportunidade!

A empresa não deve considerar unicamente o preço ao avaliar as opções de garantia disponíveis. É importante observar também o custo de oportunidade.

A Ciência Econômica diz que para toda escolha, abre-se mão da segunda melhor escolha. Ao optar por um caminho, o indivíduo está abrindo mão de outros caminhos alternativos. Nesse sentido, cada escolha tem um custo de oportunidade: aquela decisão custa não tomar outra decisão alternativa. Neste exato momento você está pagando um custo de oportunidade! Você está lendo este post, mas poderia ao invés disso estar assistindo um filme ou batendo papo com um amigo. A escolha por ler este post lhe custa não fazer outras coisas enquanto está aqui lendo e você o faz porque o benefício de ler este post é maior (espero! hehe!) do que o custo de não fazer escolhas alternativas.

No seguro garantia não é diferente. Ao escolher o seguro ao invés da carta fiança ou caução, não está apenas decidindo por um preço maior ou menos. Também está observando o custo de oportunidade 1) do dinheiro despendido para ter essa garantia e 2)

Exemplo 2: Retomemos o exemplo anterior – construtura precisa de 100.000 reais em garantia. Suponha que essa empresa tem 100.000 reais em caixa que não serão usados para esse ou outras obras. Em tese, ela poderia dar a garantia em caução ao invés de gastar 1.610,70 reais no seguro garantia. Ela estaria economizando 1.610,70 reais no ano, correto?

Não!

Os 100.000 reais congelados no caução poderiam ser alocados de forma diferente. Ela economiza 1.610 reais, mas deixaria de ganhar possíveis rendimentos sobre esse dinheiro: Poderia aplicá-lo em títulos de baixo risco (Tesouro Direto ou algum CDB) e ter retornos financeiros. Se esse retorno for maior que o preço do seguro, melhor fazer o seguro e investir os 100 mil.

Como o seguro fiança costuma ter custo de 1% a 2% no ano, basta encontrar um investimento de baixo risco, alta liquidez e rendimento de 2,1% ao ano (ou mais) para o seguro ser mais vantajoso que o caução.

E mais! O custo de oportunidade não está somente no possível rendimento financeiro. Está também na liquidez! Ter caixa é muito importante para qualquer empresa e não é diferença no setor de construção civil.

Naquele momento a empresa não precisa dos 100 mil reais. Mas suponha que tenha crescimento em sua demanda e precise dos recursos para novas obras: o que fará se esse dinheiro está travado no caução? Ou ainda: ela sofre um processo judicial ou trabalhista e tem despesas com defesa: de onde ela tirará o dinheiro?

Conclusão

O seguro garantia é mais barato do que a carta fiança. E quando comparado ao caução, também é mais vantajoso por dar liquidez à empresa e lhe permitir ter rendimento financeiro sobre o capital que seria congelado no caução.

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Sobre Jessica

Economista (Unicamp), especialista em Direito e Economia (Unicamp), com MBA Executivo em Tendências de Inovação (Inova Business School), atualmente cursa Programa Avançado em Data Science e Decisão (Insper). É desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, Maior Tira-Dúvidas Gratuito sobre Seguros da Internet e da Youcons, plataforma inteligente de consórcios; Diretora comercial na DM4 Corretora de Seguros; Professora na extensão universitária em Direito e Economia da UNICAMP.

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