Cobertura de danos elétricos nos seguros: como funciona?

Entenda como funciona a cobertura de danos elétricos dos seguros patrimoniais, como o residencial, empresarial e de smartphones!

É impossível pensar em lugares onde circulamos que não tenham pelo menos um equipamento eletrônico: Em nossas residências estamos cercados de televisão, computador, celular, tablet, geladeira, máquina de lavar, etc. No trabalho, pelo menos um computador e um celular. Até nos locais de lazer, com as eletromideas e painéis eletrônicos.

Tamanha quantidade de eletrônicos torna a cobertura de danos elétricos dos seguros patrimoniais indispensável. No post hoje, explicaremos como funciona essa cobertura.

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Cobertura adicional
em diversas modalidades de seguro

Danos elétricos é cobertura adicional opcional. Sem que o segurado opte por incluí-la no seguro, ela não vem “automaticamente” embutida no seguro. Por isso sempre solicite ao corretor da apólice para incluir danos elétricos.

Ela aparece em diversas modalidades de seguros, com destaque para os seguros residencial, empresarial e de equipamentos portáteis (smartphones, câmeras, filmadoras etc).

O que difere esses seguros é o “interesse segurado”, ou seja, o objeto sobre o qual recai a cobertura e em quais circunstâncias:

  • O seguro residencial cobre eletrônicos de uso pessoal que fiquem dentro do endereço segurado e cuja nota fiscal esteja em nome do segurado, cônjuge ou pessoa que resida com eles.
  • O seguro empresarial funciona da mesma forma, mas com foco empresarial: cobre eletrônicos de uso comercial que fiquem dentro do endereço segurado e cuja nota fiscal esteja em nome da empresa segurada ou sócios.
  • Já o seguro de equipamentos portáteis cobre um hall específico de eletrônicos: celulares, câmeras, filmadoras, tablets, notebooks e vídeo games portáteis. Na apólice constará um bem específico e ele estará coberto em qualquer local do território nacional. Também é necessária nota fiscal ou comprovante de posse em nome do segurado.

Abrangência: A cobertura de danos elétricos de cada modalidade de seguro funcionará respeitando as características daquela modalidade. Portanto, nos seguros residenciais e empresariais, a cobertura de danos elétricos vale apenas para bens dentro do endereço segurado e caso o dano elétrico tenha tido origem ali. Já no seguro de equipamento portátil, a cobertura de danos elétricos tem validade em qualquer local dentro do Brasil.

Como funciona
cobertura de danos elétricos

Independente de em qual modalidade de seguro a cobertura esteja, danos elétricos sempre funcionará da mesma maneira:

  • Passo 1, L.M.I: Em caso de sinistro, será verificado qual foi o Limite Máximo de Indenização contratado pelo segurado. Este é o teto máximo que a seguradora pagará. Se os danos ultrapassarem o LMI, a diferença acima do LMI é de responsabilidade do segurado.
  • Passo 2, P.O.S: Será verificado qual a Participação Obrigatória do Segurado (POS), um nome diferente para “franquia”. Geralmente a POS de danos elétricos é dada por um percentual com um valor mínimo, por exemplo “10% dos danos com mínimo de 500 reais”. Explicaremos abaixo como isso funciona.
  • Passo 3, Indenização: Com L.M.I e P.O.S em mãos, a seguradora fará apuração dos danos elétricos e do valor da indenização. Após recebimento dos documentos solicitados no sinistro, fará liberação dessa indenização ao segurado.

Vamos ver alguns exemplos fictícios para entender bem esse passo a passo:

Exemplo 1:

Imagine que José tem um seguro residencial com cobertura de danos elétricos, LMI de 6.000 reais e P.O.S de 10% dos prejuízos com mínimo de 500 reais.

Certa noite ocorre uma chuva com muitos raios que queima sua TV e sua geladeira. Ele abre o sinistro no seguro e o orçamento para reparo de ambos equipamentos fica em 1.500 reais.

  • LMI: 1.500 cabe dentro do seu LMI de 6.000 reais
  • POS: 10% de 1.500 é 150 reais. Este valor fica abaixo do mínimo de 500 reais previsto pela POS, portanto valerá os 500 reais e não os 150 reais. A POS a ser considerada será de 500 reais
  • Indenização: A seguradora cobrirá os prejuízos descontada a POS, logo, 1.500 – 500 =1.000 reais.

A seguradora indenizará 1.000 reais e José arcará com 500 reais.

Exemplo 2:

Imagine que Anderson tem um seguro empresarial com cobertura de danos elétricos, LMI de 2.000 e POS de 10% dos prejuízos com mínimo de 250 reais.

Numa oscilação de energia, seu escritório perde três computadores sem possibilidade de reparo, somando um prejuízo de 9.000 reais.

  • LMI: 9.000 reais ultrapassa o LMI de 2.000 reais. A seguradora cobrirá no máximo o teto de 2.000, portanto, 9.000 – 2.000 = 7.000 reais do prejuízo ficarão para Anderson independente de franquia.
  • POS: 10% de 9.000 = 900 reais. Este valor fica acima do mínimo de 250 reais previsto pela POS, portanto, valerá os 900 reais e não os 250 reais. A POS a ser considerada é de 900 reais.
  • Indenização: A seguradora cobrirá o valor máximo descontada POS, ou seja, 2.000 – 900 = 1.100 reais.

A seguradora indenizará 1.100 reais e Anderson arcará com 900 reais da franquia + 7.000 reais do que ultrapassou o LMI contratado.

DICA: O exemplo do Anderson mostra a importância de não contratar LMI muito baixas, principalmente em seguros residenciais ou empresariais, nos quais os danos elétricos podem ocorrer simultaneamente a vários bens.

Perda total e salvados

Todo contrato de seguro tem um critério de perda total que valerá para cobertura de danos elétricos e outras coberturas também.

É comum as seguradoras adotarem em seguros patrimoniais o mesmo critério que usam no seguro de automóvel: o de que é considerado PT quando o orçamento para reparo do eletrônico é de 75% ou mais do valor médio de mercado do bem.

Quando ocorre PT, a seguradora indeniza o valor do bem até o LMI contratado e fica com o salvado (sucata) do bem indenizado.

Exemplo 3:

Joana tem um celular que queimou enquanto carregava numa chuva com raios. Fazendo pesquisa, a seguradora levanta que o valor médio do celular no mercado é de 4.000 reais.

O orçamento para conserto ficou em 3.100 reais. Se fizermos 3.100 / 4.000 = 0,775 = 77,5%.

Como os prejuízos ultrapassaram 75%, será considerado PT.

A apólice de Joana tem cobertura de danos elétricos com LMI de 4.000 reais e POS de 10% com mínimo de 200 reais. O prejuízo de 3.100 cabe dentro do LMI e a franquia será de 10% de 3.100 = 310 reais.

Logo, a indenização de Joana será de 4.000 (valor de mercado do bem) – 310 (PSO) = 3.690 reais. Como houve PT e indenização integral do bem, a seguradora poderá solicitar o salvado do celular.

Reintegração da cobertura

Pode acontecer de uma pessoa precisar usar mais de uma vez a cobertura de danos elétricos ao longo do ano. Isso é comum devido ao alto índice de queda de raios no Brasil, combinado a uma rede elétrica muitas vezes precária.

Por essa razão é importante que o consumidor segurado saiba o que é “reintegração de cobertura”:

Conforme a cobertura de danos elétricos vai sendo usada, o valor coberto a cada sinistro vai sendo descontado do LMI. Desta forma, o LMI vai se reduzindo com o tempo.

Exemplo 4:

Junior tem um seguro residencial com cobertura de danos elétricos de L.M.I de 10.000 reais. Em janeiro ele acionou a cobertura para um sinistro coberto de 4.000 reais. Até o final da apólice ele não terá mais 10.000 reais de LMI e sim 10.000 – 4.000 = 6.000 reais.

Caso o segurado deseje, ele pode solicitar a reintegração da cobertura: mediante um endosso com pagamento de prêmio (preço), a seguradora restitui o LMI original até o final da vigência.

No exemplo 4 do Junior, seria o caso de ele fazer um endosso de reintegração para ter novamente uma LMI de 10.000 ao invés de 6.000.


E aí, amigo, já conhecia essas informações? Espero que esteja fera em cobertura de danos elétricos agora! :D

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Sobre Jessica

Economista (Unicamp) e Corretora (ENS), especialista em Direito e Economia (Unicamp), com MBA Executivo em Tendências de Inovação (Inova Business School),é desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, Maior Tira-Dúvidas Gratuito sobre Seguros da Internet e Diretora na DM4 Corretora de Seguros.

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