Indenização integral do seguro veicular usando ATPV-e

Indenização integral do seguro veicular usando ATPV-e

Tem seguro, sofreu sinistro de indenização integral e não sabe como funcionará o CRLV-e e o ATPV-e? Descubra agora neste post!

O mundo vem se tornando cada vez mais digital e o mercado de compra e venda de veículos não ficou de fora. O antigo documento de transferência de propriedade, CRV (ou DUT), deixou de existir a parti de abril de 2021, sendo substituído pelo CRLV-e e pelo ATPV-e. Para quem tem seguro de automóvel, fica a dúvida: como fica o processo de indenização integral com esses novos documentos?

No post de hoje explicaremos em detalhes tudo isso.

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CRLV-e e ATPV-e no seguro de automóvel

CRV foi substituído pelo CRLV-e e ATPV-e

Em abril de 2021 o antigo documento verdinho que conhecíamos como “CRV” (ou “DUT”) deixou de existir. Ele foi substituído pelo CRLV-e, que une o Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o Certificado de Licenciamento de Veículo (CRLV) num único documento.

Com a mudança, a transferência de propriedade que antes era feita preenchendo e autenticando assinatura em cartório no CRV, agora passa a ser feita por meio da emissão da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e). Sua emissão é feita pelo proprietário do veículo no site do DETRAN do Estado onde está registrado o veículo. Após emissão online, ele pode ser impresso em papel simples para ser assinado e autenticado em cartório.

Quem ainda tem o CRV em via física não deve se desfazer do documento pois ele ainda tem validade. O proprietário poderá escolher entre fazer a transferência usando o CRV via física ou então via ATPV-e se já tiver um CRLV-e para o veículo a ser transferido.

Importante ressaltar que o ATPV-e só fica disponível para quem fez o licenciamento de 2021 para frente, tendo o novo CRLV-e. Ou seja, para poder fazer o ATPV-e é necessário ter o CRLV-e.

Como fica indenização integral do seguro?

Há diversas formas que um veículo sofrer sinistro de indenização integral no seguro:

  • Roubo ou furto sem recuperação
  • Danos cujo orçamento de reparo seja igual ou superior a 75% do valor do carro na Tabela FIPE. Esses danos podem ser decorrentes, por exemplo, de uma perda total por colisão, alagamento, incêndio, queda de árvore, entre outros.

Uma vez aberto o processo de sinistro na seguradora e constatada a indenização integral, ela enviará uma lista de documentos para que o pagamento a indenização seja efetuado.

Dentre esses documentos, sempre estará o documento para transferência de propriedade. A seguradora paga a indenização integral e em troca recebe o salvado do veículo. Esse procedimento ocorre mesmo nos sinistros de roubo/furto sem recuperação, no qual não há salvado.

Quando era usado o CRV em via física, o segurado precisava preencher os dados da seguradora nos campos de novo proprietário, se dirigir até um cartório e autenticar sua assinatura no CRV. Após, fazia o envio deste documento autenticado à seguradora. Ao final, a transferência era efetivada e a indenização integral era paga.

Com a adoção do CRLV-e esse processo mudou, ainda que muito pouco.

Com a adoção do CRLV-e, a transferência passa a depender do ATPV-e. Diferente do CRV que ficava o tempo todo com o proprietário, o ATPV-e deve ser gerado virtualmente no site do DETRAN do Estado em que o veículo está registrado. O preenchimento é idêntico ao antigo CRV: além dos dados do veículo e proprietário, deverá ser preenchido os dados da seguradora como comprador. Após sua emissão no site do DETRAN, o segurado deve imprimir o ATPV-e em papel simples e autenticar a assinatura no cartório. Por fim, deverá enviar este documento à seguradora, que efetivará a transferência e liberará o pagamento da indenização.

Esse procedimento é o mesmo para sinistros de indenização integral por perda total ou por roubo/furto sem recuperação.

Problemas comuns na emissão do ATPV-e

Aqui na corretora atendemos muitos sinistros de nossos clientes todos os dias. Com isso esbarramos com diversas situações diferentes relacionadas a emissão do ATPV-e. Abaixo separei algumas das mais comuns para ajudar você que eventualmente estiver passando por algo parecido.

Veículo sem pendências, mas site do DETRAN não finaliza o ATPV-e:

Alguns clientes relatam que estão com toda documentação do veículo em dia, mas que ao fazer o preenchimento do ATPV-e, o sistema do DETRAN dá algum erro ou informa alguma pendência que não condiz com a realidade. A solução que esses clientes encontraram foi tentar muitas e muitas vezes, até o sistema funcionar. Após várias tentativas, disseram que funcionou.

Para aqueles que não conseguem mesmo após diversas tentativas, é recomendável se dirigir a um posto de atendimento do DETRAN ou então pedir ajuda de um despachante de veículos.

Veículo com pendências que impedem emissão do ATPV-e:

Alguns clientes descobrem no momento de gerar o ATPV-e que o veículo está com alguma pendência. Nesses casos, a recomendação é ir até o posto de atendimento do DETRAN de sua cidade para resolver as pendências e, posteriormente, tentar gerar o ATPV-e novamente.

Aqueles que estiverem com muitas dificuldades para solucionar as pendências devem procurar um despachante de veículos.

Essas pendências podem consistir, por exemplo em:

  • Bloqueio administrativo: Quando o veículo foi comprado pelo segurado, não foi feita a transferência de propriedade dentro do prazo de 03 meses. Enquanto a situação não for regularizada no DETRAN, o bloqueio continuará constando. Um despachante poderá orientar como resolver.
  • Licenciamento atrasado: O licenciamento do veículo deve ser feito anualmente. É a partir desse licenciamento que é emitido o CRLV-e que posteriormente permite a emissão do ATPV-e. Enquanto o licenciamento não for regularizado, o site do DETRAN informará que há pendências. Um despachante poderá orientar como resolver.

Eu gostei das mudanças para o digital pois sou do tipo que perde tudo que é papel. E você, gostou ou não da mudança para o CRLV-e?

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Sobre Jessica

Economista (Unicamp) e Corretora (ENS), especialista em Direito e Economia (Unicamp), com MBA Executivo em Tendências de Inovação (Inova Business School),é desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, Maior Tira-Dúvidas Gratuito sobre Seguros da Internet e Diretora na DM4 Corretora de Seguros.

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