O que fazer no seguro se automóvel for roubado ou furtado?

O que fazer no seguro se automóvel for roubado ou furtado?

Teve o veículo roubado ou furtado e não sabe o que fazer? Confira aqui passo a passo de como funciona o seguro nesses casos!

Uma das coberturas mais importantes do seguro de automóvel é a de roubo ou furto. Quando ocorre algo assim e o veículo não é mais localizado, a apólice de seguro compreensivo garante o pagamento de indenização integral com base no percentual contratado da tabela FIPE. Mas para que isso ocorra, o que o segurado precisa fazer? Quais procedimentos tomar desde o roubo/furto até o recebimento da indenização?

No post de hoje falaremos sobre isso. Explicaremos como agir e quais documentos providenciar quando o veículo segurado é roubado ou furtado.

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Sinistro de roubo/furto de veículo

Vamos organizar as orientações num passo a passo para ficar mais fácil.

Passo 1: Fazer B.O.

Sempre que ocorre um roubo ou furto de veículo, é necessário fazer um Boletim de Ocorrência (o “B.O.”, também conhecido como Certidão de Registro de Ocorrência). É importante que isso seja feito imediatamente após a constatação do furto ou ocorrência do roubo.

O Boletim de Ocorrência será solicitado pela seguradora para abertura do processo de sinistro. Sem ele não é possível iniciar o processo.

Passo 2: Abrir sinistro na seguradora

Uma vez feito o B.O., o próximo passo é abrir o processo de sinistro na seguradora.

O segurado pode fazer isso sozinho, entrando nos canais de atendimento de sua seguradora, como telefone 0800 ou whatsapp comercial. Esses contatos ficam disponíveis nos sites de cada seguradora.

Se preferir, também pode solicitar ao corretor responsável pela apólice para fazer esse procedimento para ele. Recomendamos sempre usar a ajuda do corretor se ele oferecer essa facilidade.

Na abertura do sinistro a seguradora solicitará a descrição de como ocorreu o roubo ou furto, além de uma lista de documentos iniciais. Abaixo separei a lista dos documentos mais comuns de se pedir nesta etapa. Mas atenção: Essa lista não substitui aquela enviada pela sua seguradora no seu processo de sinistro.

a) Certificado de Registro de Veículo (CRV) — popularmente Documento Único de Transferência (DUT) — frente e verso, sem reconhecimento de firma ou CRLV-e caso o veículo tenha sido licenciado após a adoção deste novo modelo de documento.
b) Boletim de Ocorrência da Polícia Civil
c) Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida do condutor do veículo segurado;

Se no roubo tiver havido vítimas:
d) laudo de atendimento e prontuários médicos do condutor do veículo;
e) exame necroscópico, emitido pelo IML, do condutor do veículo;
f) exame clínico e/ou químico, emitido pelo IML, do condutor do veículo;
g) laudo pericial – IC (Instituto de Criminalística);

Passo 3: Aguardar prazo de tentativa de localização

A seguradora iniciará a análise do sinistro e informará qual o prazo para aguardar que as autoridades policiais localizem o veículo roubado/furtado.

Cada seguradora estipula seu próprio prazo, que deve constar nas cláusulas contratuais (Condições Gerais) disponibilizadas em seus sites.

É neste momento que ela diz se aceita ou nega o sinistro. Para que ocorra negativa é necessário algum problema grande, como por exemplo informações incorretas no Questionário de Avaliação de Risco. Por exemplo: CEP de pernoite incorreto; informação de que não usava para ir ao trabalho mas usava e foi roubado lá; etc.

Havendo aceitação, é neste momento que a seguradora poderá solicitar que o segurado assine um Termo de Entrega do Veículo. Este documento diz que o proprietário segurado concorda em transferir o salvado do veículo à seguradora caso ele seja localizado depois de a seguradora já ter pago a indenização integral.

Passo 4: Entrega de documentos para receber indenização

Passado o prazo de espera acima, o processo de sinistro avançará para a etapa de liberação do pagamento da indenização integral.

A seguradora enviará uma lista de documentos que precisam ser providenciados. Abaixo separamos um exemplo dos documentos mais comuns pedidos nesse momento. Mas atenção: esse exemplo não substitui a lista de documentos enviada diretamente por sua seguradora no seu processo de sinistro. Não providencie documentos antes de receber a lista, para evitar erros e gastos desnecessários.

No lugar do CRV ela poderá solicitar o ATPV-e. Explicamos como funciona o uso desse documento na indenização do seguro neste outro post aqui.

É neste momento que é feita a transferência de propriedade do veículo roubado/furtado para a seguradora. Isso ocorre por meio do preenchimento do CRV (ou ATPV-e). Essa é a contrapartida para que ela pague a indenização integral.

a) Certificado de Registro de Veículo (CRV) — popularmente Documento Único de Transferência (DUT). É
necessário preencher o verso do documento com os dados do proprietário e da seguradora e reconhecer a assinatura por autenticidade;
b) cópia simples do Contrato ou Estatuto Social quando o proprietário do veículo for pessoa jurídica;
c) Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), vigente na data do evento;
d) seguro obrigatório (DPVAT) quitado;
e) Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) do exercício vigente (quitado) e do(s)
exercício(s) do(s) ano(s) anterior(es), se não estiverem pago(s); As exigências relativas ao IPVA do ano que
ocorreu o sinistro seguirão as legislações estabelecidas pelo estado onde o veículo está licenciado;
f) cópia simples do Boletim de Ocorrência;
g) cópia simples do(s) comprovante(s) de pagamento de multa(s) pendente(s) até a data do sinistro;
h) cópia simples do CPF, do RG e do comprovante de residência do proprietário legal do veículo;
i) baixa do gravame, ônus, penhoras sobre o veículo.

Caso o veículo tenha multas em aberto, a seguradora poderá solicitar os documentos do item (g) acima, ou então propor de ela fazer a quitação desses débitos e depois deduzir este valor da indenização. Se ela fizer desta forma, além dos documentos acima, solicitará o preenchimento e assinatura de um termo de autorização de quitação de débitos pela seguradora com posterior desconto da indenização.

Passo 5: Receber indenização

Depois de enviar esses documentos e a seguradora checar que está tudo certo, ela pedirá os dados bancários do proprietário segurado. Ela fará a programação do pagamento da indenização nesta conta e informará a data ao segurado.

Na data determinada, o dinheiro da indenização integral deverá cair na conta. E assim o processo de sinistro de roubo ou furto veicular é finalizado.

Dúvidas frequentes

Agora você já sabe o passo a passo para um sinistro de roubo ou furto veicular. Ainda assim, pode ser que você fique com algumas dúvidas. Abaixo separamos as dúvidas mais comuns e respostas.

E se o veículo for localizado?

Pode acontecer de o veículo segurado que havia sido roubado/furtado ser localizado.

Se ele for encontrado depois de o segurado já ter recebido a indenização, o salvado do carro passa a ser da seguradora. Lembre-se que no “Passo 4” o segurado transfere a propriedade do veículo para a seguradora a fim de receber a indenização.

Se o carro for encontrado antes do recebimento da indenização, o processo de sinistro muda:

  • Localizado sem danos: Se o veículo é localizado sem danos, ele volta para posse do segurado e o sinistro é encerrado. Não há perda de classe de bônus já que a cobertura não foi de fato utilizada.
  • Localizado com danos: Se o veículo é localizado com danos, ele é levado a uma oficina para fazer um orçamento de reparo.
    • Danos iguais ou superiores a 75%: Se esse orçamento for superior a 75% do valor do carro na Tabela FIPE, é considerado perda total. A seguradora mudará o status do sinistro para “sinistro de indenização integral por perda total” e o segurado seguirá o Passo 4 em diante.
    • Danos inferiores a 75%: Se o orçamento for inferior a 75% do valor do carro na Tabela FIPE, é considerado perda parcial. A seguradora mudará o status do sinistro para “sinistro de perda parcial”. O segurado poderá acionar o seguro para consertar o carro, desde que o orçamento seja maior que a franquia. Neste caso, o segurado pagará a franquia e a seguradora cobrirá a diferença.

Tem franquia em sinistro de roubo ou furto?

As regras de franquia sempre deverão constar nas cláusulas contratuais de cada seguradora.

Atualmente não há franquia para quaisquer tipos de sinistro de indenização integral, como é o caso de roubo ou furto sem localização.

Haverá cobrança de franquia somente se o veículo for localizado com avarias inferiores a 75% e o seguro for acionado para fazer o conserto.

Qual o valor da indenização para roubo ou furto?

Sinistros de roubo ou furto sem localização sempre serão sinistros de indenização integral. Neste caso, o segurado receberá o percentual contratado da Tabela FIPE. Se ele tiver contratado valor determinado, receberá o valor fixo previsto na apólice.

Ensinamos como consultar a Tabela FIPE neste outro post.


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Sobre Jessica

Economista (Unicamp) e Corretora (ENS), especialista em Direito e Economia (Unicamp), com MBA Executivo em Tendências de Inovação (Inova Business School),é desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, Maior Tira-Dúvidas Gratuito sobre Seguros da Internet e Diretora na DM4 Corretora de Seguros.

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