Perda total de moto: como funciona indenização do seguro?

perda total de moto - como funciona indenização do seguro

Moto sofreu perda total e seguradora informa que receberá indenização integral. O que isso quer dizer? Como funciona? Confira já!

Quando ocorre um sinistro de perda total é normal que o consumidor que nunca viveu algo assim tenha dúvidas: Qual foi o critério para determinarem PT? Quais documentos preciso enviar? Qual será o valor da indenização?

No post de hoje responderemos essas questões com dicas especiais para você.

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Perda Total de Moto no Seguro

Processo de sinistro de perda total

Quando a moto sofre uma colisão ou é roubada/furtada, o segurado abre o processo de sinistro na seguradora. Nos sinistros de perda total esse processo passará pelos seguintes passos:

  1. Abertura do sinistro;
  2. No casos de colisão, orçamento de reparo com eventual formalização da perda total a partir do orçamento;
  3. Envio dos documentos pelo segurado;
  4. Se a moto for alienada, envio da carta de quitação do saldo devedor à seguradora e baixa do gravame pela financeira;
  5. Transferência do salvado da moto para seguradora e pagamento da indenização integral ao proprietário.

Diante desse passo a passo, ficam algumas dúvidas: No passo (2), qual o critério para dar PT? No passo (3), quais os documentos solicitados pela seguradora? No passo (4), o que é carta de quitação e baixa do gravame? No passo (5), qual o valor da indenização a ser recebida?

Abaixo respondemos cada uma dessas dúvidas.

Qual o critério para perda total?

O critério de perda total pode variar entre segurado e terceiro. Ou seja, se você aciona seu seguro, não necessariamente funcionará da mesma forma que aconteceria se você entrasse como terceiro no seguro do causador. Por isso vamos separar as duas explicações.

Para segurados:

O mercado de seguros é regulamentado por uma autarquia chamada SUSEP. Até pouco tempo atrás a Circular SUSEP 269/04 determinava que as seguradoras podiam adotar qualquer critério para perda total, desde que não ultrapassassem 75% do valor do veículo.

Isso mudou a partir do ano 2021, quando a Circular SUSEP 639/01 flexibilizou este critério, deixando as seguradoras livres para instituir qualquer regra para perda total, desde que seja clara e discriminada em contrato.

O que importa para o consumidor, portanto, é: o critério de perda total será aquele previsto nas Condições Gerais da sua seguradora. As Condições Gerais são as cláusulas contratuais do seguro e estão disponíveis no site de cada seguradora.

Até o presente momento as seguradoras permanecem usando o critério dos 75% em seu contratos. Acreditamos que isso não mudará tão cedo, mesmo com a flexibilização da Circular 639/01.

Considerando o critério dos 75%, é formalizada perda total quando o valor dos reparos atingem ou ultrapassam 75% do valor de mercado da moto (Tabela FIPE).

Exemplo 1: Moto vale 30.000 reais na Tabela FIPE. Sofreu uma forte colisão com grandes avarias. No orçamento da oficina o reparo ficou em 23.000 reais. Fazendo a conta 23.000 / 30.000 = 0,76. Os danos representam 76% do valor da moto na Tabela FIPE, logo, será considerado PT com indenização integral.

Para terceiros:

Quando o proprietário da moto sinistrada é atendido por meio do seguro do causador, ele é enquadrado como terceiro. Este enquadramento traz diferenças com relação ao critério para perda total.

No caso de terceiros não existe cláusula contratual que defina qual o critério para perda total. Afinal, não há contrato entre seguradora e terceiro, mas sim entre seguradora e segurado. Por conta disso, ainda que no contrato a seguradora preveja perda total para danos acima de 75% do veículo segurado, este critério não é extensivo ao terceiro.

A seguradora fará uma proposta para perda total, que pode usar ou não o critério de 75%. O mais comum é ela usar o mesmo critério para segurado e terceiro, porém, podem haver exceções nas quais ela propõe PT num percentual abaixo de 75%.

Cabe ao terceiro aceitar ou recusar a proposta. Se eventualmente recusar, é necessário fazer uma contraproposta.

Nesse sentido, a perda total de motos de terceiros passa por um processo de negociação até as partes chegarem num acordo.

Quais os documentos para indenização?

Tendo sido confirmada a perda total da moto segurada, o processo de sinistro que estava em fase de regulação, entrará na fase de “liquidação com indenização integral”.

Serão solicitados os documentos do proprietário, da moto, entre outros. No caso de terceiros, também serão solicitados esses documentos.

A lista de documentos sempre consta nas Condições Gerais, mas é recomendável aguardar o envio da lista pela seguradora para providenciar somente o estritamente necessário.

Sobre esse assunto, recomendamos assistir este vídeo.

Quanto receberei de indenização?

O valor de indenização também varia entre segurado e terceiros.

Para segurados:

O valor da indenização do segurado sempre seguirá aquilo que estiver estipulado em contrato:

  • Se foi contratada modalidade de Valor Referenciado (Tabela FIPE), a seguradora indenizará o percentual contratado da moto na Tabela FIPE do mês da ocorrência do sinistro.
  • Se foi contratada modalidade de Valor Determinado (valor fixo), a seguradora indenizará o valor fixo da moto previsto na apólice.

Atualmente não há franquia nos sinistros de indenização integral, portanto, o segurado não terá este desconto. A indenização poderá sofrer decréscimos caso o a moto tenha pendências em aberto ou saldo devedor de financiamento/consórcio.

Para terceiros:

Não há contrato entre seguradora e terceiro, por isso não existe uma regra fixa de qual o valor a ser indenizado. Usualmente a seguradora faz um levantamento do valor médio de mercado da moto, a partir de 03 ou mais orçamentos; ou propõe a Tabela FIPE.

O terceiro deve avaliar a proposta e dizer se aceita ou se quer fazer uma contraproposta. Recomenda-se que contrapropostas sejam baseadas em 03 ou mais orçamentos na sua região. Chegando num acordo, a seguradora dará andamento no processo.

Não há franquia para terceiros. A indenização poderá sofrer decréscimos caso o a moto tenha pendências em aberto ou saldo devedor de financiamento/consórcio.

Saldo devedor e baixa do gravame

Se a moto for alienada via financiamento ou consórcio, é necessário quitar o saldo devedor ou substituir a garantia para então o proprietário receber a indenização integral.

Explicamos em detalhes neste outro post.


E você, é motociclista e já sofreu sinistro de perda total? Espero que tenha ficado bem!

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Sobre Jessica

Economista (Unicamp) e Corretora (ENS), especialista em Direito e Economia (Unicamp), com MBA Executivo em Tendências de Inovação (Inova Business School),é desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, Maior Tira-Dúvidas Gratuito sobre Seguros da Internet e Diretora na DM4 Corretora de Seguros.

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