Perda total de veículo de consórcio: como fica a indenização?

Perda total de veículo de consórcio: como fica indenização?

Tem veículo consorciado e sofreu sinistro de perda total? Confira aqui como funciona a indenização integral do seguro nesses casos!

Nosso visitante Henrique nos enviou a seguinte questão:

“Meu carro foi roubado mas ele é de consórcio. Quem recebe a indenização: eu ou a administradora do consórcio, sendo que ainda não quitei o consórcio?”

No post de hoje responderemos a dúvida do Henrique, explicando os 3 caminhos possíveis para indenização integral pelo seguro de carros de consórcio.

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Indenização de Veículo de Consórcio

03 caminhos possíveis

Quando ocorre um sinistro de perda total ou roubo/furto sem recuperação, o seguro garante indenização integral ao segurado. Para receber este valor, o veículo sinistrado precisa ser transferido para propriedade da seguradora, que então libera o pagamento da indenização ao segurado.

Nos casos de veículos de consórcio com saldo devedor em aberto, esse procedimento muda um pouco.

Como o veículo está alienado, a transferência para a seguradora exige que antes seja feita a baixa do gravame. A baixa do gravame, por sua vez, depende da quitação da dívida e desalienação do bem.

Por isso no caso de veículos de consórcio com dívida em aberto há 03 possíveis caminhos em caso de sinistro de indenização integral:

  • Caminho 1: Seguradora quita saldo devedor e segurado recebe indenização descontando saldo devedor
  • Caminho 2: Segurado quita saldo devedor e recebe indenização sem descontos
  • Caminho 3: Segurado usa indenização para fazer substituição da garantia

Vamos ver cada um desses caminhos em detalhe.

Caminho #1
Seguradora quita saldo devedor

Nesta alternativa, o segurado solicita à Administradora do consórcio a carta de quitação da dívida e encaminha para a seguradora pagar. A seguradora usa parte da indenização integral para quitar esse saldo devedor. Uma vez quitada a dívida, a Administradora faz a baixa do gravame. A seguradora confirma que a baixa foi feita e dá andamento na transferência do documento de propriedade (CRV) para seu nome. Finalizada a transferência, a seguradora paga o que restar da indenização integral (descontado o valor usado para quitar a dívida) ao proprietário segurado.

Exemplo 1: Imagine que um veículo adquirido por meio de consórcio sofreu perda total e tinha seguro com cobertura de 100% da Tabela FIPE. Naquele mês, ele estava avaliado em 50.000 reais na FIPE e o saldo devedor era de 15.000 reais. Após abrir o sinistro na seguradora, a companhia propôs este caminho 1. Neste caso a seguradora quita a dívida de 15.000 e após baixa do gravame e transferência do salvado para seu nome, paga a diferença de 50.000 – 15.000 = 35.000 ao segurado.

Caminho #2
Segurado quita saldo devedor

Neste segundo caminho, o segurado se responsabiliza pela quitação do saldo devedor com recursos próprios. Ele solicita a carta de quitação à Administradora do consórcio e faz o pagamento ele mesmo. Com a quitação da dívida, a Administradora faz a baixa do gravame. A seguradora confirma a baixa e faz a transferência do CRV do carro para seu nome. Finalizada a transferência, a seguradora paga a indenização integral ao proprietário segurado sem descontos referentes à dívida.

Exemplo 2: Imagine que um veículo adquirido por meio de consórcio foi roubado e não foi mais localizado. Ele tinha seguro com cobertura de 100% da Tabela FIPE. Naquele mês ele estava avaliado em 50.000 reais na FIPE e o saldo devedor do consócio era de 15.000 reais. Após abertura do sinistro a seguradora propôs o caminho 2. Então o segurado quita o saldo devedor de 15.000 reais com recursos próprios. É feita baixa do gravame seguida da transferência do CRV do carro para a seguradora. Enfim, o segurado recebe os 50.000 reais de indenização integral sem descontar o saldo devedor que já havia sido pago por ele.

Caminho #3
Substituição da garantia

Este terceiro caminho é menos comum, apesar de possível. Ele é uma alternativa para quando o saldo devedor ainda é muito alto. Nesses casos, se o segurado fosse usar a indenização integral para quitar o saldo devedor, sobraria muito pouco para fazer um novo financiamento ou dar lance em um novo consórcio. Por isso este caminho acaba sendo interessante.

Na substituição de garantia, o segurado usa o dinheiro da indenização do seguro para trocar o veículo antigo da dívida do consórcio por um novo carro. Explicamos em detalhe como funciona esse procedimento neste outro post.

Para fazer este procedimento é necessária autorização da Administradora e da loja onde será adquirido o novo carro. Pode haver cobrança de alguma taxa por parte da Administradora.

A seguradora também precisa ser avisada, do contrário ela dará andamento pelos caminhos 1 ou 2.

Exemplo 3: Imagine que um veículo adquirido com consórcio sofreu perda total. Ele tinha seguro com 100% da Tabela FIPE. Naquele mês seu carro estava avaliado em 50.000 na FIPE e o saldo devedor do consórcio era de 40.000 reais. Como o saldo devedor era muito alto, ele optou pelo caminho da substituição de garantia e avisou a seguradora. Verificou na Administradora do consórcio que tipo de veículo ela aceita para substituição e se dirigiu a uma loja. A loja aceitou fazer o procedimento e ele escolheu um carro no valor de 50.000 reais. Feitos os trâmites, a Administradora fez a baixa do gravame do carro antigo sinistrado e alienou o novo carro. A seguradora transferiu o CRV do carro sinistrado e liberou a indenização de 50.000 ao segurado. O segurado, por sua vez, pagou os 50.000 à loja.


E você, tem um veículo adquirido usando consórcio? Já passou por um sinistro deste tipo?

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Sobre Jessica

Economista (Unicamp) e Corretora (ENS), especialista em Direito e Economia (Unicamp), com MBA Executivo em Tendências de Inovação (Inova Business School),é desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, Maior Tira-Dúvidas Gratuito sobre Seguros da Internet e Diretora na DM4 Corretora de Seguros.

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