Seguro celular cobre riscos e arranhões na tela?

Saiba em que circunstâncias o seguro de smartphone cobre danos relacionados a riscos e arranhões na tela do aparelho e como funciona a cobertura!

Uma das preocupações de qualquer pessoa que use smartphones é manter a tela livre de arranhões. Porém, por mais que nos esforcemos, é muito difícil e sempre acaba aparecendo algum risco, por mais leve que seja. Areia (poeira e afins), moedas, chaves são os grandes vilões destes riscos mais leves, enquanto que quedas são as grandes causadoras de riscos mais fortes e profundos.

No post de hoje falaremos sobre em que circunstâncias o seguro de celular garante cobertura para riscos e arranhões. E se configurando uma situação assim, como funciona a garantia da cobertura.

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Antes de começarmos…

Estou usando como referência o seguro de equipamentos portáteis da seguradora Porto Seguro. Existem outras seguradoras para este produto, mas nós particularmente trabalhamos com a Porto. Caso seu seguro seja de outra seguradora, confirme com seu corretor o funcionamento das coberturas nela especificamente, combinado?

Cobertura básica cobre arranhões em certas circunstâncias

Todo seguro é composto por cobertura básica (obrigatória) e coberturas adicionais (opcionais). Riscos e arranhões estão inclusos na cobertura básica do seguro de celular, mas com um porém: a garantia de cobertura se dá dentro de alguns eventos de riscos específicos.

A imagem é um trecho das Condições Gerais do seguro de celular da Porto Seguro, ou seja, as cláusulas contratutais. Veja que na descrição da cobertura básica, menciona-se cobertura de arranhaduras desde que nas situações listadas posteriormente.

No exemplo da Porto Seguro, portanto, haverá cobertura para arranhões na tela caso eles tenham se originado de:

  • Tentativa de subtração de bens: o ladrão tentou roubar ou furtar o aparelho, mas não conseguiu e durante o ato ocorreram arranhões na tela, por exemplo, por queda ou manuseio descuidado. Veja que a seguradora reforça ser necessário haver evidências de que ocorreu a tentativa de roubo ou furto: imagens de câmeras, sinais de arrombamento, sinais de agressão, testemunhas, etc. Sem vestígios poderá haver análise, mas a negativa é praticamente certa.
  • Incêndio, queda de raio e explosão: Da lista estes são os eventos mais raros e por isso improváveis, mas é importante explicá-los mesmo assim. O incêndio, raio ou explosão pode atingir diretamente o celular, mas muito mais provável, pode atingir uma área onde você está e causar a necessidade de fuga. Se durante esta fuga ocorrer danos físicos ao celular, inclusive arranhão por uma queda por exemplo, estará amparado nesta cláusula.
  • Impacto de veículo: Quando ocorre colisão de dois ou mais veículos é comum que itens e bagagens dentro do carro voem e se dispersem sem controle. Ocorrendo dano de arranhão neste impacto, haverá cobertura.
  • Acidentes de origem externa (exceto listados na Exclusões Gerais): De toda lista, este é o item mais genérico. Por acidente de causa externa entende-se todo evento que não tenha sido causado intencional ou acidentalmente pelo próprio segurado. Ou seja, o segurado de certa forma foi vítima da situação. Aqui é impossível listar todos eventos possíveis, por isso vejamos apenas alguns exemplos:
    • Segurado está atravessando a rua quando é atropelado por uma bike que vinha na contramão. Ele cai e com isso seu celular se espatifa com a tela no chão, ficando cheio de riscos. A origem dos danos (arranhões) foi externa (bike).
    • Segurado está dentro do elevador quando entra um vizinho com um cachorro. O cachorro pula nele loucamente. Ele derruba o celular que fica arranhado. Os danos (arranhões) novamente tiveram uma causa externa (cachorro louco).
    • As Exclusões Gerais são uma lista imensa de situações que jamais são cobertas pelo seguro. Algumas são bastante improváveis, como guerra atômica e insurreição civil. Já outras podem ser mais realistas, por isso é recomendada a leitura desta cláusula.

Importante frisar que todas situações sempre estarão sujeitas à análise da seguradora. Se você tem dúvida se o que aconteceu com você é ou não “causa externa”, solicite o corretor para abrir o processo de sinistro. Não lhe custará nada e você saberá, podendo ter a cobertura em alguns casos.

Como funciona o sinistro de seguro celular para arranhões?

O processo de sinistro por arranhão segue o mesmo passo a passo de qualquer sinistro de equipamentos portáteis. São os seguintes passos gerais:

  • Abertura do sinistro: Você deve contatar seu corretor ou diretamente a seguradora informando do sinistro.
  • Lista de documentos: A seguradora sempre lhe retornará uma lista de documentos. Providencie o quando antes.
  • Eventual vistoria: Junto aos documentos, pode ser que ela solicite uma vistoria do celular. Ela pode fazer isso por meio de um prestador próprio, lhe indicando o endereço, ou solicitar que você vá a qualquer assistência técnica de sua confiança para fazer um laudo em que o técnico atesta os danos no aparelho.
  • Análise da seguradora: Quando você entregar documentos + laudo de vistoria (se solicitado), inicia a etapa de análise da seguradora, na qual ela tem 30 dias para liquidar o sinistro; ou seja, 30 dias para dizer se nega ou se aceita o sinistro e, neste ultimo caso, autorizar o conserto por perda parcial ou indenizar por perda total.
  • Perda parcial X total: No caso de aceitação do sinistro, o próximo passo é saber se houve perda parcial ou perda total do celular. Para arranhões muito grandes, a depender do celular, existe o risco de PT.
    Para saber vê-se se o reparo dos danos (arranhões e outros, se houver) atingiu 75% do valor de um bem equivalente novo. A seguradora faz orçamentos de celulares iguais na internet e após ter um valor médio do seu celular, vê quanto representa 75%.
    • Perda total: Se o custo do reparo for igual ou superior a 75%, será perda total. A seguradora pagará indenização integral conforme limite contratado, descontada a franquia obrigatória. O salvado (“sucata”) do aparelho deverá ser enviado à seguradora caso ela o solicite.
    • Perda parcial: Se o custo de reparo for menos de 75%, será perda parcial com reparo do bem. O segurado pagará a franquia obrigatória e a seguradora cobrirá a diferença acima da franquia para fazer o conserto.

Sempre recomendamos solicitar ajuda do corretor da apólice para abertura e acompanhamento de processos de sinistros. Somos profissionais habilitados para ajudar o segurado nessas horas, não desperdice essa ajuda ;)

Aliás, temos um outro texto aqui no blog que pode lhe interessar, confira: “Quando seguro de celular cobre danos por queda?”


Quando foi a última vez que você sofreu com uma trinca na tela do seu celular? Pessoas estabanadas como eu não duram um mês com um celular novo na mão sem sofrer esta frustração! Mas aí não é acidente externo, é imperícia interna mesmo… socorro!

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Sobre Jessica

Economista (Unicamp) e Corretora (ENS), especialista em Direito e Economia (Unicamp), com MBA Executivo em Tendências de Inovação (Inova Business School),é desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, Maior Tira-Dúvidas Gratuito sobre Seguros da Internet e Diretora na DM4 Corretora de Seguros.

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