Como funciona seguro de carro em caso de engavetamento?

como funciona seguro de automóvel em casos de engavetamentoDescubra como funciona o seguro de automóvel em caso de engavetamento!

Os engavetamentos são situações mais comuns do que se imagina, principalmente por conta da correria do dia a dia, que aumenta distrações e imprudências no trânsito. Ao ocorrer um engavetamento é uma grande confusão… Fica no ar quem é responsável pelo quê e, quando as pessoas envolvidas tem seguro, não se sabe o seguro de quem se deve acionar.

Neste artigo explicaremos como funciona o seguro de carro em caso de engavetamento. Daremos alguns exemplos para você entender melhor, mas caso tenha alguma dúvida ou queira compartilhar seu caso pessoal, escreva nos comentários para que possamos ajudar.

Esbarrão X Empurrão

Os motivos do engavetamento geralmente são de dois tipos: ou alguém freia bruscamente e ocorre um esbarrão atrás do outro; ou alguém que vem atrás da fila dá um empurrão em todo mundo. Veja alguns exemplos para visualizar melhor o que queremos dizer por “esbarrão” e por “empurrão”:

  • Um esbarrão atrás do outro: um animal na pista, um pedestre ou ciclista desavisado, um semáforo por fechar, enfim, uma distração ou susto qualquer que causa uma freada brusca e inesperada, deixando o motorista que vem atrás sem tempo de reagir. Nesses casos o engavetamento começa na ponta da frente da fila de carros.
  • Um empurrão inicial impulsiona todos os demais: O último da fila vem com tudo e, colidindo com o penúltimo da fila, impulsiona todos os demais carros fazendo-os colidir. Pode ser um apressadinho, um distraído, um afobado, um motorista inexperiente, mas no final o que ocorre é um grande empurrão de trás da fila. Nesses casos o engavetamento começa na ponta de trás da fila de carros.

Abaixo você confere como saber quem é o culpado quando o engavetamento é causado por um “esbarrão” e quando o engavetamento é decorrente de um “empurrão”.

“De quem é a culpa?”
“O seguro de quem deve ser acionado?”

Em todas as situações de engavetamento o culpado é sempre que bate atrás. O seguro de automóvel funciona da mesma maneira.

A lei de trânsito determina que os carros circulem dentro de uma distância segura a qual garanta tempo de reação. Quando alguém colide na traseira de outro veículo, aos olhos da lei significa que a pessoa que vinha atrás não mantinha uma distância segura, expondo seu veículo e o da frente ao risco de um acidente. Para o seguro de automóvel, a regra é a mesma.

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É realmente uma situação complicada, pois sabemos que em diversos pontos das cidades e estradas é praticamente impossível manter essa distância considerada segura. Mas para efeitos da lei, essa é a regra.

Agora vejamos como essa regra funciona para os casos de “esbarrão” e para os casos de “empurrão”.

Nos casos de esbarrão, geralmente são vários “culpados”
“Ele parou e não deu tempo de frear!”

Os casos de engavetamentos decorrentes de esbarrão são os mais complicados, pois no geral tem vários culpados. Vamos ver um exemplo para ficar mais fácil.

Suponha que você está dirigindo numa fila de carros e, subitamente, o carro da frente freia. Você bate na traseira dele. Na sequência, o carro que vinha atrás de você bate na sua traseira. De quem é a culpa? O seguro de quem deverá cobrir o quê?

É preciso analisar por partes:

  1. A primeira colisão foi da sua frente com a traseira do primeiro carro. Portanto, você será considerado responsável pela traseira dele e pela frente do seu carro. Nesse caso, você deverá acionar seu seguro para cobrir a frente do seu carro e para o terceiro em quem você colidiu.
  2. A segunda colisão foi do carro atrás de você com seu carro. Ele será considerado responsável pela sua traseira e pela frente do carro dele. Ele deverá acionar o seguro dele para consertar a sua traseira e a frente do carro dele.

Nos casos de empurrão, geralmente há um único “culpado”
“Um carro bateu no final da fila e empurrou todo mundo!”

No casos de engavetamento decorrente de um empurrão inicial vindo detrás, é mais fácil identificar o culpado, pois geralmente é uma única pessoa.

Suponha que você está numa fila de veículos parados e logo atrás de você está o último da fila. De repente um carro desgovernado vem e bate no último. Esse último não consegue segurar o carro, que bate no seu. Você também não consegue segurar o carro e bate no da frente. De quem é a culpa?

É como se fosse um efeito dominó, em que o carro desgovernado que veio por último empurra todos. Sem o empurrão inicial dele, ninguém haveria colidido. Exatamente por isso ele é considerado culpado por todos os demais carros. Ele deverá acionar o seguro dele para consertar o carro dele e todos os demais veículos.

Eis a importância da cobertura de terceiros!

É nos casos de engavetamento que as pessoas descobrem a importância de ter uma boa cobertura de danos materiais a terceiros no seguro de automóvel. Particularmente, na Muquirana Seguros Online recomendamos sempre a contratação de no mínimo R$100.000 de danos materiais a terceiros.

Imagine um engavetamento decorrente de empurrão, em que você empurrou acidentalmente todos os demais. Já pensou no conserto de quantos carros você poderá ter de arcar? Os custos podem ser altíssimos e gerar um grande prejuízo para você. Uma cobertura de danos materiais a terceiros bem feita pode ser sua salvação numa situação como essa.

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Sobre Jessica

Formada em Ciências Econômicas pela UNICAMP, atualmente cursa MBA em Trends Innovation na Inova Business School. É desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, um projeto inovador focado no atendimento humanizado e diferenciado. Atua como Gerente de Qualidade na Skill Seguros e dirige a Comissão de T.I. do Grupo Exalt, maior grupo de corretores de Campinas e Região.
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97 Responses to Como funciona seguro de carro em caso de engavetamento?

  1. maurilio nonato diz:

    me envolvi num acidente com 4 carros o carro da frente o primeiro breco bruscamente o que vinha a tras dele bateu na traseira dele que tbm receu uma pancada na traseira e por ultomo venho meu carro e brequei bruscamente mais bati tbm fizemos um acordo de cada um fica com seu prejuizo mais agora o rapais esta me precionando que devo fazer

    • Jessica diz:

      Maurilio, bom dia!

      Para facilitar a explicação chamaremos o primeiro carro da fila de “carro 1″, o segundo da fila de “carro 2″, o terceiro de “carro 3″ e o último (o seu) de “carro 4″.

      Pela sua descrição, entendemos que houveram 3 colisões distintas: Primeiro o carro 2 bateu na traseira do carro 1. Depois o carro 3 bateu na traseira do carro 2. E por último o carro 4 (seu) bateu na traseira do carro 3. Está correto?
      Se foi desta forma e consta assim no Boletim de Ocorrência, então entendemos que:
      – O carro 2 é responsável pela dianteira do próprio carro 2 pela traseira do carro 1.
      – O carro 3 é responsável pela dianteira do próprio carro 3 pela traseira do carro 2.
      – O carro 4 (seu) é responsável pela dianteira do próprio carro 4 pela traseira do carro 3.

      O proprietário do carro 3 tem direito de lhe cobrar somente os prejuízos na traseira do carro dele, e não pela dianteira, já que ele já havia batido no carro 2 antes de você bater no carro dele.

      Se não houver acordo, recomendamos que consulte um advogado.

      Ficamos a disposição!

  2. houver um um engavetamento no meu carro, estou usando táxi para eu me locomover, que eu devo fazer para ser ressarcido.

    • Jessica diz:

      Flavio, boa tarde!

      Primeiramente é necessário saber se você foi vítima ou responsável no acidente.

      Se o senhor foi responsável pelo engavetamento, então os custos com táxi cabem ao senhor e não poderão ser cobrados dos demais envolvidos.

      Se o senhor foi vítima no engavetamento, então poderá tentar negociar o reembolso desses custos com o causador do acidente. Caso este responsável possua seguro, peça para verificar se ele possui cobertura para carro reserva para terceiros (são raras as pessoas que contratam essa cobertura, mas é importante checar).

      Ficamos a disposição!

      • Ramon Rodrigues diz:

        Fui o causador do acidente e assumi a culpa diante da seguradora.

        Bati em um carro que este bateu no da frente.
        A seguradora ia cobrir todo o dano causado nos três carros, porém hoje tive a notícia que só vai cobri o conserto do meu carro e o fundo do carro que eu colidi, dizendo que o mesmo não estava em uma distância segura em relação ao 1º carro.

        Mas não foi isso que aconteceu. Eu causei o acidente.

        O que eu faço? A seguradora tem a obrigação do cobrir os 3 carros? uma vez que em Boletim de ocorrência e em relatório de sinistro está muito claro em que eu fui o causador do acidente.

        • Jessica diz:

          Ramon, bom dia!

          Se na descrição do Boletim de Ocorrência consta desta forma e todos os envolvidos confirmam esta versão, a nosso ver seu parecer está correto e o senhor é considerado responsável pelos danos aos três carros.
          Para que a seguradora negue o pagamento dos prejuízos ao primeiro carro é necessário que haja comprovações de que antes de você colidir com o segundo carro, este segundo carro já havia causado uma primeira batida no primeiro carro. Neste caso o segundo carro seria responsável pela própria dianteira e pela traseira do primeiro carro, e você seria responsável somente pelo seu próprio carro e pela traseira do segundo carro.

          Nesse sentido, recomendamos que primeiramente questione à seguradora quais as provas para alegarem que o segundo carro já havia colidido com o primeiro carro, antes de sua colisão. Solicite auxílio de seu corretor de seguros para intermediar essa questão junto à seguradora.
          A não ser a seguradora possua algum laudo de vistoria que consiga provar que houve duas colisões independentes ou versões diferentes do mesmo acidente dada pelas demais vítimas, você e seu corretor poderão contra-argumentar pelo conserto do primeiro carro também.

          Ficamos a disposição!

  3. Gabriel diz:

    Boa tarde Jéssica.

    Achei bem esclarecedor o que colocou aqui. Tenho uma dúvida relacionada ao meu caso, infelizmente!

    O carro A freou bruscamente na minha frente e logo em seguida, também freei bruscamente (carro B); Veio um carro C e bateu no meu que bateu no carro A.

    Como o C não tem seguro (o de trás nunca tem!!) e meu carro sofreu mais, acionei meu seguro para consertar o meu e o A, por ter efetivamente batido, seja culpa minha ou do carro C. (foi o que pensei).

    A questão é que o Carro A diz que sentiu 2 batidas, ou seja, pela versão do carro A, eu já teria batido uma vez e bati a 2ª após o carro C bater no meu.
    Mas eu senti que bati no carro A apenas após ser projetado pelo carro C.

    No entanto, não tem como provar se meu carro já tinha batido 1x no carro A. Meu carro poderia ter “quicado” entre os 2, ou o próprio “pisa fundo no freio” e solta ao sentir a batida poderia ter causado 2 impactos distintos. Sinceramente não sei. E até poderia o carro A já estar batido antes do caso.
    Na vistoria, constatou-se que o carro A possui sim 2 batidas. Assim, meu seguro não quer assumir o carro A, já que a minha versão seria de culpa do carro C.
    Por mim, meu seguro até cobriria o carro A para não termos problemas, até pq realmente meu carro bateu no A.
    Mas aí eu teria que assumir ter batido antes e poderia ter que pagar 2 franquias, certo?
    A questão é que ninguém sabe ao certo como aconteceram as 2 batidas.

    O que acha disso?

    Agradeço.

    • Jessica diz:

      Gabriel, boa noite!

      Desculpe a demora em responder. Estamos passando por algumas mudanças na empresa e não tive tempo de responder as perguntas do começo do mês. Mas já estamos de volta a todo vapor, caso surjam novas dúvidas :)

      Sobre seu caso, nossa recomendação é a seguinte:

      Primeiramente, é necessário saber se foi feito Boletim de Ocorrência do acidente com a participação de todos os envolvidos.

      Caso haja um B.O. com uma versão cujo relato foi dado de acordo de todas as partes na hora, o primeiro passo é verificar como consta a descrição do acidente neste B.O.
      – Se no mesmo constar que a colisão foi originada pela colisão do carro C, empurrando o carro B contra o carro A, realmente a culpa de todas as colisões é do carro C e, independente de ele ter ou não seguro, será da responsabilidade dele arcar com os prejuízos (carro dele próprio, franquia do seu seguro e conserto do carro A). Se o B.O. constar desta forma, entendemos que seu seguro está correto em negar o conserto do carro A, pois você não seria considerado responsável pelos danos ao mesmo.
      – Se no B.O. constar que primeiro houve uma colisão do carro B no carro A e somente depois o carro C colidiu com o carro B, então são dois eventos distintos. Neste caso o carro B é responsável pela sua própria dianteira e pela traseira do carro A. E o carro C é responsável pela traseira do carro B e seus próprios danos. nessa situação o senhor (carro B) tem direito de solicitar o ressarcimento da franquia relativa a traseira do seu carro. Já a franquia relativa a dianteira do seu carro será de sua responsabilidade.
      Se o seguro negar o conserto do carro A neste caso, recomendamos que peça ajuda a seu corretor de seguros para contra argumentar junto a seguradora, mostrando que as circunstâncias descritas no B.O. comprovam sua culpa na primeira colisão e que você, segurado, reconhece a culpa pela traseira do carro A.

      Se não há um B.O. feito com aval de todos os envolvidos, por exemplo havendo mais de um B.O. do mesmo acidente ou não havendo nenhum B.O., infelizmente não há como darmos uma opinião. Sendo este o caso, recomendamos que procure assessoria jurídica para checar o que pode ser feito para minimizar seus prejuízos.

      Espero ter ajudado de alguma forma. Estamos sempre a disposição para ajudar!

      • Gabriel diz:

        Foi exatamente isso. Versões diferentes sobre o acidente, sem que ninguém tenha prova que confirme a versão.
        O B.O. foi feito pela internet, o qual não contém a descrição do fato, apenas os dados dos envolvidos.
        Ou as vistorias conseguem apurar o que de fato aconteceu, ou ficará palavra de um contra palavra de outro.

        Agradeço.

        • Jessica diz:

          Gabriel, boa tarde!

          Neste caso, infelizmente, realmente é como o senhor falou: a origem dos danos deverá ser apontada na vistoria e, se mesmo assim não for possível definir, será necessário negociar ou entrar com processo jurídico.

          Torço pra que de tudo certo!
          Grande abraço

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