Sinistro de grande monta sempre dá perda total no seguro?

sinistro de grande monta sempre dá perda total no seguro ou nãoDescubra se o sinistro de grande monta sempre dá perda total no seguro de automóvel!

A Rsolução 297 do CONTRAN determina que quando ocorre um acidente no trânsito, um agente de trânsito deve classificar o sinistro como de pequena, média ou grande monta. Esta informação constará no Boletim de Ocorrência e, no caso de sinistros de grande monta, poderá passar a constar também no documento do carro.

Uma dúvida muito frequente é se o sinistro de grande monta sempre determinará perda total do veículo no seguro de automóvel.

Neste artigo você descobre a resposta. Leia e escreva suas dúvidas nos cometários. Aproveite e peça sua cotação de seguro auto conosco!

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Critérios diferentes:
Sinistro de grande monta não é o mesmo que perda total

Antes de respondermos se sinistro de grande monta dá ou não perda total no seguro de automóvel, é preciso entender que se tratam de conceitos baseados em critérios diferentes. Portanto, nem sempre significam a mesma coisa.

O sinistro de grande monta é uma classificação prevista na Resolução 297 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), que define como grande monta “quando o veículo sofrer danos em suas peças externas, peças mecânicas e estruturais que o classifiquem como veículo irrecuperável”.

Já o critério de perda total das seguradoras para veículos segurados é de que os custos de reparação do veículo sejam iguais ou superiores a 75% do valor do carro. Este critério consta nas Condições Gerais da apólice, que são as cláusulas contratuais. Este critério está dentro de norma prevista pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), a qual determina que as seguradoras não podem usar critérios de perda total superiores a 75%.

Resumindo: o critério de perda total para veículos segurados requer atingir os 75%, enquanto que para ser considerado sinistro de grande monta pelo agente de trânsito não requer este critério.

Sinistro de grande monta no B.O.
não é garantia de perda total no seguro

Como você pode ver, os critérios são diferentes. Exatamente por essa razão, constar que houve sinistro de grande monta não é garantia de perda total para o seguro. Para efeitos do seguro, independente da descrição do estado do veículo prevista no Boletim de Ocorrência (B.O.), é necessário levar o carro a uma oficina, onde será feito um orçamento do conserto. Somente a partir desse orçamento, poderá ser determinado se houve ou não perda total para efeitos do seguro de automóvel.

Se o agente de trânsito classificar como sinistro de grande monta, existe a chance/possibilidade de ocorrer perda total. Porém, não é garantido, dependendo do orçamento feito em oficina mecânica e o critério dos 75%.

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Sobre Jessica

Formada em Ciências Econômicas (UNICAMP), com MBA Executivo em Trends Innovation (Inova Business School), atualmente faz extensão universitária em Direito e Economia (UNICAMP). É desenvolvedora da Muquirana Seguros Online, projeto inovador focado no atendimento humanizado por meio da internet. Atua como Gestora na DM4 Corretora de Seguros, associada do Grupo Exalt, maior grupo de corretores de Campinas e Região.
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23 Responses to Sinistro de grande monta sempre dá perda total no seguro?

  1. Glenn diz:

    boa tarde, comprei um veículo de leilão, sinistrado mais sem restrição no documento. O veículo estava em nome da seguradora pq foi indenização por perda total. O veículo não tinha danos em sua estrutura, apenas problemas mecânicos. Após fazer os reparos do veículo tentei fazer o seguro, mas foi rejeitado por todas as seguradoras. O carro está em perfeito estado e sem restrição nenhuma no documento e nem no detran como sinistrado. Como proceder para que esse veículo seja aceito novamente pelas seguradoras? Será que terei que recorrer ao judiciário?

    • Jessica diz:

      Glenn, bom dia!

      Veículos adquiridos em leilão no geral não tem aceitação nos seguros ou, quando há, pode haver restrição quanto ao limite de cobertura por ter sido adquirido por valor abaixo da média de mercado (geralmente a cobertura aceita é de 70%, 75% da Tabela FIPE).

      Em princípio as seguradoras podem estabelecer seus próprios critérios de aceitação sobre os riscos que estão dispostas a assumir. Seria necessário consultar um advogado para saber se é possível recorrer na Justiça sobre esses critérios – ele poderá lhe instruir se está de acordo com a legislação vigente e se há jurisprudência.

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